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O Evangelho da Segunda-Feira Luminosa e a descrença trazida pelo empirismo ocidental

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    Resposta Ortodoxa
  • há 2 dias
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Homilia do Protopresbítero Rodion (Putyatin), c. 1842



Leitura do Evangelho segundo João para a Segunda-Feira da Semana da Renovação (ou Luminosa):

“Ninguém jamais viu a Deus; o filho unigênito, que está no seio do pai, é quem o deu a conhecer. E este é o testemunho de João, quando os Judeus lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e Levitas a perguntar-lhe: ‘Quem és tu?’ E ele confessou, e não negou; e confessou: ‘Eu não sou o Cristo.’ E perguntaram-lhe: ‘Quem és, pois? És tu um Elias?’ E ele respondeu: ‘Não sou.’ ‘És tu o profeta?’ E respondeu: ‘Não.’ Disseram-lhe então: ‘Quem és, para que possamos dar resposta aos que nos enviaram? Que dizes de ti mesmo?’ Disse: ‘Eu sou a voz do que clama no deserto — Endireitai o caminho do Senhor —, como disse Isaías, o profeta.’ Ora, os que tinham sido enviados eram dos Fariseus. E interrogaram-no, dizendo-lhe: ‘Como batizas, pois, se não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta?’ Respondeu-lhes João, dizendo: ‘Eu batizo em água; mas no meio de vós está quem vós não conheceis. Esse é o que há de vir depois de mim, o qual foi antes de mim, e a quem eu não sou digno de desatar a correia dos sapatos.’ Estas coisas passaram-se em Betânia, da banda de além do Jordão, onde João estava batizando." (João 1:18–28)



“Ninguém jamais viu a Deus.” Esta passagem é da leitura do Evangelho de hoje. Ninguém jamais viu a Deus, e é impossível para os homens verem a Deus. Os infiéis perguntam: "Como Deus existe se ninguém jamais o viu?" — Mas como vós, infiéis, sabeis que Deus não existe, se é impossível vê-lo e, logo, impossível saber se ele existe ou não? —, perguntamos nós, os fiéis. “Por que, então, Deus, a quem é impossível ver, não se revelou às pessoas de tal forma que elas pudessem ver que ele existe?”, perguntam novamente os infiéis.


Nós, fiéis, respondemos que Deus se revelou, manifestando-se de tal forma que todos possam ver que ele existe: ele desceu à terra, assumindo a forma de um homem. Ou seja, tendo tornado-se homem, ele viveu na terra por mais de trinta anos; por cerca de três anos ele ensinou, e ensinou de uma forma que ninguém mais pode ensinar; realizou feitos, e feitos tais que ninguém além de Deus pode realizar; tendo sofrido nas mãos do povo, ele morreu na Cruz, foi sepultado em um túmulo e, ao terceiro dia, ressuscitou do túmulo e, assim provou solenemente que ele é o Filho de Deus, o próprio Deus. Quarenta dias depois, ele ascendeu aos Céus e enviou o Espírito Santo, o qual prova constantemente a existência de Deus.



Que tipo de manifestação de Deus, que prova os infiéis exigem de que Deus existe, quando há uma vasta quantidade de provas visíveis e óbvias de sua existência, onipotência, sabedoria e bondade? “Mas,” dizem os infiéis, “ainda assim não vemos a Deus.” Porque é impossível vê-lo. Há evidências claras de sua existência, onipotência e bondade. Observai essas evidências; a partir delas, fica claro que Deus existe. “Mas ainda assim não o vemos”, continuam a dizer os infiéis, “Não o vemos, portanto, ele não existe.”


Pelo contrário, vós, infiéis, não o vedes porque não quereis vê-lo, porque considerais melhor viver na escuridão, com mais liberdade. Na escuridão não estais presos a nada; não tendes vergonha de nada; nada fere o vosso coração por causa da vossa depravação na vida. A vossa descrença é ignorância deliberada. Pessoas ignorantes, sem instrução e que não pensam acreditam e afirmam, por ignorância, que o Sol é um pequeno círculo, mil vezes menor que a Terra. E perguntamos-lhes como poderia o Sol iluminar e aquecer a tão vasta Terra, se é mil vezes menor do que ela. Eles respondem: “O que estais a dizer-nos? Afinal, vemos que o Sol é menor que a Terra!” Assim são aqueles que não acreditam em Deus. “Como ele não existe? De onde vêm tantas coisas assim, se não foram feitas por um Ser Todo-Poderoso, Onisciente e Bom?”, dizemos aos infiéis. E eles respondem: “Nós não o vemos, e ninguém o vê, portanto…”


Meu Deus! Envies mais da tua luz e da tua verdade à Rússia e a todos os países. Demasiada escuridão da descrença e da depravação chegou até nós vinda do Ocidente.


Amém.





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